sábado, 9 de junho de 2012

Gabriela, Cravo e Canela



Gabriela, Cravo e Canela é um romance do escritor brasileiro Jorge Amado, publicado em 1958.
A obra é um retorno ao chamado ciclo do cacau. Ao citar o universo de coronéis, jagunços, prostitutas e trambiqueiros de calibre variado, que desenham o horizonte da sociedade cacaueira.
Na década de 20 na então rica e pacata Ilhéus, ansiando progressos, com intensa vida noturna litorânea, entre bares e bordéis, desenrola-se o drama, que acaba por tornar-se uma explosão de folia e luz, cor, som, sexo e riso.
Resumo histórico
O livro foi concluído em Petrópolis, Rio de Janeiro, no mês de maio de 1958. Sua 1ª edição foi lançada pela Livraria Martins Editora, São Paulo, 1958, com 453 páginas, capa de Clóvis Graciano e ilustrações de Di Cavalcanti.
Tamanho foi o sucesso que em dezembro do mesmo ano, foi lançada a 6ª edição, que passou a integrar a coleção Obras Ilustradas de Jorge Amado como tomo décimo quarto, volume XIX em seguidas e sucessivas edições chegou até a 50ª edição em 1975.
Nesse mesmo ano, foi publicada uma edição, fora da coleção, com um convênio entre a Livraria Martins Editora e a Distribuidora Record, Rio de Janeiro, a 51ª edição, com capa de Di Cavalcanti, conservando as ilustrações anteriores desta vez com 363 páginas, contendo o retrato do autor por Carlos Bastos e foto por Zélia Gattai.
A partir de então a Editora Record, Rio de Janeiro, passou a deter os direitos editoriais da 52ª em diante até a última edição de número 80ª edição em 1999, a mais recente, com fixação de texto por Paloma Jorge Amado e Pedro Costa, capa de Pedro Costa com ilustração de Di Cavalcanti, sobrecapa e ilustrações de Di Cavalcanti, e vinhetas de Pedro Costa, retrato do autor por Jordão de Oliveira e foto por Zélia Gattai.


[editar]Premiações
No ano seguinte ao da sua 1ª edição, ganhou cinco prêmios:
§  Prêmio Machado de Assis, do Instituto Nacional do Livro, Rio de Janeiro, 1959;
§  Prêmio Paula Brito, da antiga Prefeitura do Distrito Federal, Rio de Janeiro, 1959;
§  Prêmio Luísa Cláudia de Sousa, do PEN Clube do Brasil, Rio de Janeiro, 1959;
§  Prêmio Carmem Dolores Barbosa, de São Paulo, 1959;
§  Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, São Paulo, 1959.


Zélia Gattai fala sobre os pais de Jorge, sua infância em Ilhéus e narra o nascimento do escritor.


Matéria exibida no encerramento do Fantástico de 30 de março de 1997, um dia antes da do lançamento do 'Cadernos de Literatura Brasileira' no. 3, em homenagem ao escritor Jorge Amado.

A vida de Jorge Amado e  Zélia Gattai

Leitora entusiasta de Jorge Amado, Zélia Gattai o conheceu em 1945, quando trabalharam juntos no movimento pela anistia dos presos políticos. A união do casal deu-se poucos meses depois. A partir de então, Zélia Gattai trabalhou ao lado do marido, passando a limpo, à máquina, seus originais e o auxiliando no processo de revisão.
Em 1946, com a eleição de Jorge Amado para a Câmara Federal, o casal mudou-se para o Rio de Janeiro, onde nasceu o filho João Jorge, em 1947. Um ano depois, com o Partido Comunistadeclarado ilegal, Jorge Amado perdeu o mandato, e a família teve que se exilar.
Viveram em Paris por três anos, período em que Zélia Gattai fez os cursos de civilização francesa, fonética e língua francesa na Sorbonne. De 1950 a 1952, a família viveu na Checoslováquia, onde nasceu a filha Paloma. Foi neste tempo de exílio que Zélia Gattai começou a fazer fotografias, tornando-se responsável pelo registro, em imagens, de cada um dos momentos importantes da vida do escritor baiano.
Em 1963, mudou-se com a família para a casa do Rio Vermelho, em Salvador, na Bahia, onde tinha um laboratório e se dedicava à fotografia, tendo lançado a fotobiografia de Jorge Amado intitulada Reportagem incompleta.
                                  


Jorge Amado Academia Brasileira de Letras
Pintura retratando Jorge Amado
Nome completoJorge Leal Amado de Faria
Nascimento10 de agosto de 1912
Itabuna (BA)
Morte6 de agosto de 2001 (88 anos)
Salvador (BA)
Nacionalidade Brasileiro
CônjugeZélia Gattai
OcupaçãoRomancista
contista
dramaturgo
cronista
crítico literário
Principais trabalhosGabriela, Cravo e Canela
Dona Flor e Seus Dois Maridos
Tieta do Agreste
Capitães da Areia
Movimento literárioModernismo



Academia Brasileira de Letras

Jorge Amado foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 6 de abril de 1961, ocupando a cadeira 23, cujo patrono é José de Alencar. De sua experiência acadêmica, bem como para retratar os casos dos imortais da ABL, escreveu Farda, fardão, camisola de dormir, numa alusão clara ao formalismo da entidade e à senilidade de seus membros, então.
                                 

Crenças

Mesmo dizendo-se materialista, era simpatizante do candomblé, religião na qual exercia o posto de honra de Obá de Xangô no Ilê Opó Afonjá, do qual muito se orgulhava. Amigos que Jorge Amado prezava no candomblé as mães-de-santo Mãe Aninha, Mãe Senhora, Mãe Menininha do Gantois, Mãe Stella de Oxóssi, Olga de Alaketu, Mãe Mirinha do Portão, Mãe Cleusa Millet, Mãe Carmem e o pai-de-santo Luís da Muriçoca. Como Érico Veríssimo e Rachel de Queiroz, é representante do modernismo regionalista (segunda geração do modernismo).














Na Casa do Rio Vermelho mostra o cotidiano de Jorge Amado (1912-2001) na residência de Salvador em que viveu ao lado de Zélia Gattai, cercado dos filhos, 
netos e amigos. No filme aparecem Mario Cravo, Scliar, Mirabeau, Calazans Neto, Carybé, Dorival Caymmi, 
Mãe Menininha do Gantois e Camafeu de Oxóssi.

Direção: Fernando Sabino e David Neves
Direção de fotografia: David Neves
Narração: Hugo Carvana
Produtora: Bem-Te-Vi Filmes
Ano: 1974



Documentário produzido pelo projeto De Lá Pra Cá e apresentado pela TV Escola sobre o Escritor Brasileiro Jorge Leal Amado de Faria, mais conhecido por Jorge Amado, o curta mostra de modo bem sucinto a vida e a obra deste autor que é tão lido e ao mesmo tempo analisado por muitos estudantes, críticos literários e amantes da literatura brasileira.
Um clipe com um pouco da vida de Jorge Amado